terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Na próxima revista Raízes, histórias do Seu Ricardo e família

Na próxima quinta (13), sai mais uma revista Raízes, referência quando se fala em revista de História/Memória ligada à um municipio. E mais uma vez tive a honra de poder participar da revista, graças ao convite da sempre gentil Paula Fiorotti, editora da publicação semestral. Desta vez, resgatei a história do meu vô Ricardo e suas filhas, entre elas minha saudosa mãe, que aportaram na divisa da cidade no longínquo ano de 1948 e também na subsequente vinda de meu pai ao bairro ( ele que nasceu na Rua Rio de Janeiro, em bairro vizinho). Consegui ilustrar a matéria com ótimas fotos da família de 1948 aos anos 70 e não vejo a hora de vê-las publicadas. Na seção de imagens da revista também serão publicadas fotos do meu pai como goleiro em sua juventude. Pena que ainda não consegui fotos do meu vô Antonio como goleiro da GM nos anos 30 (o arqueiro Testão) - um dia ainda encontro. O lançamento da revista, que é gratuita, será na Câmara Municipal de São Caetano, na Avenida Goiás, 600,  a partir das 19h30. Espero vocês lá.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Exposição dos Beatles na Barcela

O Bairro Barcelona anda muito parado. Além das décadas sem procissão, o que já é um fiasco, a prefeitura resolveu também bandear a corrida de Reis, que passava pela Rua Oriente e adjacências, mas agora finda na Av. Kennedy sem mesmo triscar no bairro. É por essas que, quanto mais eventos culturais no miolo barcelonense, melhor. Com esse intuito, eu e meus amigos Henrique Valsésia ( proprietário da Ibérica Idiomas, na Rua Taipas, esquina com a Joana Angélica) e Mario Mastrotti (cartunista famoso no ABC, está com estúdio também na Taipas) resolvemos homenagear uma das melhores bandas de todos os tempos: The Beatles. Segue o release:
O ano de 1962 foi um marco na fulminante trajetória de quatro garotos de Liverpool, que em pouco tempo explodiriam nas paradas musicais do mundo todo. No dia 05 de outubro daquele ano foi lançado o single “Love me Do”, de uma certa banda chamada The Beatles e a cultura pop jamais foi a mesma a partir de então. A “1ª Expo Beatles” surge exatamente para celebrar os 50 anos da discografia oficial do grupo. Além de discos de vinil, fotos raras, perfis, bootlegs e itens colecionáveis expostos, o evento trará também em sua inauguração, som ambiente com os discos originais da banda, memorabilia, filmes, sorteios, caricaturas ao vivo a preços populares e muito mais. A exposição marcará também o início das atividades do Fã Clube Beatles One, que aceitará inscrições no local. O intuito dos organizadores é justamente este: reunir o maior número de fãs da banda inglesa em uma grande celebração. A Expo Beatles tem como idealizadores o cartunista e editor Mario Dimov Mastrotti, o empresário e ex-integrante da banda progressiva Renascença Henrique Valsésia e o jornalista e blogueiro Marcos Massolini.
1ª Expo Beatles Local: Ibérica Cultural & Idiomas – Rua Taipas 645 –  São Caetano do Sul Data: Abertura 09/12/2012 (até 30/01/2013) A partir das 16 horas Entrada FrancaINFARTO AGUDO MIOCÁRDIO

sábado, 13 de outubro de 2012

14 de outubro de 1.977

Corínthians Campeão Paulista de 1.977, após 23 anos.








Rogério Engelmann



13 de outubro de 1.977



Data inesquecível, para muitos corinthianos, com certeza. E, talvez, para alguns pontepretanos.

Há exatos trinta e cinco anos, o Corínthians voltou a ser campeão paulista, após vinte e três anos sem conquistas, ao vencer a Ponte Preta de Campinas. Eu, corinthiano, claro, vibrei muito.

Naquela época o corinthiano era espezinhado, não tinha muito o que falar dos outros, era o “sofredor”, só chacota.

O Corínthians, porém, chegou na final contra a Ponte Preta, após uma campanha sofrida, com altos e baixos que não davam muita confiança. O título foi decidido numa melhor-de-três.

A Ponte havia vencido o Corínthians não fazia muito tempo, no fim do segundo turno do campeonato. Fui ao estádio assistir esse jogo. Ingresso comprado na hora, muito empurra-empurra, quase não consegui entrar. Mal vi o jogo, fiquei de pé num corredor, atrás de um mar de gente, garoto que era não consegui chegar na arquibancada. Jogo duríssimo, verdadeira batalha, num Pacaembú apinhado com recorde de público até hoje: inimagináveis 71.000 (setenta e uma mil pessoas!). Naquela noite a Ponte bateu o “Coringão”: 2x1.

E chegou o dia do primeiro jogo da final. Foi bom jogo, o Corínthians foi bem, mas poucos se lembram do gol de Palhinha. Após uma arrancada que até hoje faria inveja, mandou uma bomba que o Carlos, grande goleiro da Ponte que depois viria defender o Corínthians e a Seleção Brasileira, rebateu. Defesa impossível, típica do Carlos. Só que no rebote, a bola espirrada voltou para o Palhinha, que, com a cara literalmente, “cabeceou” de volta na direção do gol vazio. Final da primeira decisão: 1x0 Corínthians. Começamos bem. Grande expectativa para o segundo jogo, a festa vai ser domingo, um bom dia para ser campeão.

Num domingo inacreditável, o Estádio do Morumbi lotado, mais um recorde de público até hoje: 141.000 (cento e quarenta e uma mil pessoas), quase todos corinthianos. Nunca vi tantas bandeiras juntas. Após a festa, vem o jogo, e com ele a inacreditável vitória do heróico time da Ponte Preta. O Morumbi calado. Placar final: 2x1 Ponte Preta. Gols de Rui Rei, que também viria a defender o Corínthians tempos depois; e de Dicá, sempre nosso carrasco. E tome agonia. Não dava pra acreditar. Inacreditável mesmo, no duro.

Mas, na Noite Final, um 13 de Outubro brumoso, os 86.000 torcedores que estavam no Morumbi e os milhões de corinthianos de todo Brasil viram o time do coração voltar a ganhar um título paulista, após 23 anos. Num gol prá lá de chorado, Basílio, camisa 8, redimiu a Nação Alvinegra aos 37min do segundo tempo. Poderia ser gol de Vaguinho, que mandou uma bomba no travessão, ou de Wladimir de cabeça, que o zagueiro da Ponte Preta tirou em cima da linha. Sobrou para Basílio, que fez um a zero. Final de jogo: 1x0 Corínthians. Um a zero. Um a zero! Campeão! Loucura geral.

A torcida, invadiu o campo, aos milhares. A rede do gol do título foi arrancada e seus pedaços viraram relíquias, sagradas. Depois derrubaram a trave. Depois a outra. Muitos em prantos, outros atravessando o campo de joelhos, enrolados em bandeiras. A polícia não deu conta.

Diz a lenda (talvez seja apenas estória...ou não...) que o Basílio teria saído do Morumbi pela saída de público, após pular do campo para a geral, dada a impossibilidade de voltar aos vestiários. E foi-se embora pra casa a pé, sem camisa, aquela número 8 listrada, sagrada e perdida na confusão, alguém levou. Mas ia ainda de calção, meião e chuteiras, flutuando, em estado de graça. De madrugada, já longe do estádio, torcedores passando de carro o teriam reconhecido na rua e lhe dado carona.

Não sei da veracidade disso, mas não duvidaria não...

Tanto Vaguinho como Wladimir poderiam ter marcado. Tinham as credenciais junto à torcida, são ídolos até hoje. Wladimir, ídolo maior até. Mas a bola sobrou para o discreto Basílio, que encheu o pé com vontade. Com fé.

Ungido.

Na noite da decisão da Copa Libertadores, agora em 2012, senti, saudoso, o mesmo clima da decisão do longínquo campeonato paulista de 1977.
Num Pacaembú de exatos 39.600 assentos numerados, a barulhenta mas comportada torcida assistiu a conquista numa noite também histórica. Houve choro, mas não houve invasão de campo.

Nosso herói de hoje, Emerson, que não se chama Emerson, fez os dois gols da vitória. Talvez não possa ser chamado de discreto. Ou ainda, de ungido. Embora seja indiscutivelmente esforçado. Comemorou muito, mas não tirou nem perdeu a camisa 11 branca, que talvez tenha virado uma relíquia particular.

Diferente do lendário Basílio de trinta e cinco anos atrás, Emerson anda de carro importado, blindado, cercado de seguranças, milionário que é. De certa forma também é predestinado. Em três anos, três títulos brasileiros seguidos, mas por três clubes diferentes. Após o título da Libertadores, quer o Mundial.
É eficiente. Frieza profissional.

E, com absoluta certeza, não pulou o alambrado, e nem foi embora pra casa a pé.

Rogério Engelmann, corinthiano.


Na imagem acima, dois corinthianos. Eu e o Léo, em 1.977.

terça-feira, 9 de outubro de 2012




Mais uma imagem rara


Captada numa tarde de sábado em 1986 no Morumbi Shopping, mostra, da esquerda para a direita, um momento de total descontração e intimidade entre o Fabinho (o Fabinho mesmo), Rogério (Eu mesmo), Ronald Reagan (o presidente dos EUA na época), João (B. Good), José Sarney (ele mesmo: Zé Ribamar, o presidente do Brasil na época), e Márcio (Márcio Japa).

Além de nós tinha mais gente da Turma, não me lembro. Era muito comum irmos aos Shoppings Morumbi e Ibirapuera nessa época. Além das lojas Wi-Fi Discos, Breno Rossi, Museu do Disco e Bruno Blois, no Shopping Morumbi tinha a pista de patinação no gelo onde deslizávamos de vez em quando. Me lembro de um dia em particular, em 1986, dia de jogo do Brasil na Copa. Fomos ficando e estávamos na pista bem na hora do jogo. O shopping ficou deserto, a pista idem. Só nós na pista.

Quatro anos depois, estavámos eu e minha cara-metade no Parque do Ibirapuera também num dia de jogo do Brasil na Copa. Conforme chegava a hora do jogo (Brasil e Argentina, num jogo eliminatório, decisivo) o parque foi ficando deserto até sumir todo mundo. Era uma tarde linda, céu azul sem nuvens, fez um por-do-sol incrível de inverno. E sumiu todo mundo.

Passear pelo parque totalmente deserto foi muito especial, momento raro, quase impossível. 

Numa outra ocasião dessas, pude me deitar no asfalto, bem no meio do cruzamento da av. Paulista com rua Augusta, em silêncio. Absolutamente desertas, sem os carros, sem gente. E tudo o mais lá, funcionando, semáforos, luzes, anúncios, neons. As torres piscando. Surrealismo.

Sempre curti essas situações. Não perdia mais qualquer oportunidade de estar em lugares desertos, inusitados ou em momentos absolutamente improváveis. Ou ambos, intencionalmente ou não. Às vezes sozinho, às vezes não. Isso sempre me rendeu momentos incríveis, mágicos, inesquecíveis.

Verdadeiras pérolas, presentes únicos, desses que a vida nos dá, de vez em quando.

Como este, da foto acima.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Seu João no Diário (+duas)



Seu João Massolini no Diário do Grande ABC (+duas) Mais duas matérias sobre as "relíquias" do meu pai saíram no espaço "Memória" do Diário do Grande ABC, do grande historiador-jornalista Ademir Médici. A primeira lá em  cima é do dia 12 e a seguinte é do dia 13. Dentro de alguns dias, segundo Ademir, outras pautas surgirão em torno dos documentos resgatados do acervo do Seu João. Assim que sair, posto aqui.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

"Seu João Massolini, a série", no Diário do Grande ABC

Caríssimos, quem diria: meu pai é protagonista de uma série histórica nesta semana na coluna do Ademir Médici ( Memoria) no Diário do Grande ABC. A matéria inaugural saiu hoje (11-09) e mostra, além de um perfilzinho bacana e detalhes pessoais e profissionais do Seu João, duas fotos antológicas do meu pai como goleiro amador em dois momentos distintos nos longínquos anos 50. Amanhã e depois, como a coluna promete, a pauta será nos documentos guardados pelo meu pai em várias décadas e que têm a ver com a região do ABC. Não percam!
Segue o link da edição de hoje na íntegra ( a coluna está na página 2 do caderno Sete Cidades). A imagem acima também inclui a matéria inteira.
http://www.dgabc.com.br/vp/read/ 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Mogi, 1987.


Estou inaugurando minha participação direta neste espaço, falando de som e de baile, ou balada, como se diz hoje. Não poderia ser de outra forma, por dois motivos: minhas memórias dos tempos de Turma e Ponto de Táxi estão diretamente vinculadas ao som e aos bailes, e, de todos os que fizemos, e não foram poucos, esse é o único que tenho registrado.

São recordações deliciosas, porque mais do que gostar muito de música e do equipamento em si, dar ou fazer um som, como dizíamos na época, é proporcionar a quem participa além do lazer e diversão, muito boas energias. “Vibe” é a tradução contemporânea desse espírito.

E para mim, além da vibe, particularmente proporcionou um convívio muito rico e intenso com amigos inesquecíveis. Nestas imagens, raras e únicas, transparece o espírito de amizade que rolava entre nós na época.

É pena que sejam os únicos registros que tenho desses momentos.
   
As fotos mostram a festa de formatura da turma de 1986 da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Mogi das Cruzes, na qual “fizemos o som”.

Foi, até aquele momento, nossa maior mobilização.


Esta imagem feita na garagem da casa do Ricardo mostra a saída para Mogi. Era fevereiro de 1987, uma sexta-feira 13, cerca de 8h da manhã. Aparecem, da esquerda para a direita: o braço do Carlão, Zequinha, o Ricardo, meu Pai olhando o porta-malas da Caravan, eu, João Colli “Johny B. Good”, o Nê e o Márcio (só o braço) sentados.

Lá atrás, na rua, além da Caravan velha de guerra, a Kombi do tio do Márcio e o Passat do João, que não aparece aqui. Foram os três lotados. Pelo chão e por toda a volta: aparelhos, fios, caixas e traquitanas de todos os tamanhos e tipos. Acho que foi o Malú que bateu a foto. Ou o Fabinho.


Aqui, 70Km depois, já no Tenis Clube de Mogi das Cruzes, descarregando a parafernália.

Da esquerda para a direita: eu com duas cornetas nas mãos ( drivers de médios ), o Márcio no carrinho, Ricardo e Malú segurando caixas de luz, o Zequinha sentado na Kombi e o Carlão no chão, e "Johny B. Good" com tralhas intermináveis.


No palco, Carlão e Zequinha na montagem da estrutura da iluminação. Ao fundo, o Márcio sentado no chão.


Malú, no meio dos vinis pondo ordem no acervo, que naquela noite não foi pequeno...


Fim da montagem. Muu u u u  u  i   i   i   i  t  t  t  t  t o o o oo trampo depois...

Da esquerda para a direita: deitados, eu e o João, Zequinha, Carlão, Malú, Ricardo e Márcio. E o Fabinho, que não agüentou subir no palco.


Uma geral do salão e do palco. O tamanho da encrenca. Cerca de 1.200 pessoas.


Tudo pronto! Aquecendo as turbinas!


Decolagem!

De costas, DJ Ricardo embalando a pista.


Atrás, DJ Rogério em plena ação. Num verdadeiro looping...

Em primeiro plano João, na merecida curtição. A expressão no rosto do João traduz exatamente o momento. Tudo dando certo...


A tal da “vibe”...


As coisas mais bonitas da festa...

Estou falando das caixas e da aparelhagem, lá atrás!!


Final imprevisível e totalmente apoteótico, 4h e meia da matina...

Logo depois, com dia claro, desmontamos, embalamos e carregamos tudo...

E numa caravana insólita, encaramos os 70Km de volta pela Airton Senna, que ainda se chamava Rodovia dos Trabalhadores. Chegamos todos inteiros, não sei como, de volta à Base (garagem do Ricardo) cerca de 10h da manhã do sábado.

História recontada e revivida em todos os Entupas até hoje...

Rogério Engelmann

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Barcelona, 1968


Foto pré-histórica que eu encontrei na casa do meu pai. A cena é no finalzinho da Rua Alegre, um pouco pra baixo da casa do meu pai. Eu estou numa charrete puxada por uma cabra e devo contar com um ano e pouquinho de vida. No fundo dá para se notar bem as casas da primeira rua de Santo André. O portãozinho ao lado, de madeira, pertencia ao terreno da casa do tio do Égon. Logo depois, surge o riozinho que divide Santo André de São Caetano. Essa foto prova que a nossa Vila Barcelona já foi rural...

terça-feira, 3 de julho de 2012

Revista Raízes trará matéria sobre os 60 anos da EMEF 28 de Julho



Como acontece há duas décadas, mais uma Revista Raízes é lançada no final de um semestre. Editada pelo Pró-Memória de São Caetano em co-parceria com a Prefeitura e a Secult ( Secretaria Municipal de Cultura), a publicação já é uma referência nacional em se tratando de veículo histórico municipal, tanto pela quantidade de temas tratados e investigados, como pela qualidade gráfica. Este número 45 traz em sua capa o universo infantil, fartamente esmiuçado nas páginas internas, incluindo crônicas, matérias sobre infâncias e brincadeiras de outrora, trabalho infantil na cidade entre os séculos XIX e XX, entre outros temas ligados à criança. Também serão relembrados os 85 anos da EMEF Bartolomeu Bueno da Silva e os 60 anos da EMEF 28 de Julho, duas escolas tradicionais do município. Além destes destaques, completam a edição entrevistas com cidadãos comuns que já fazem parte da história de São Caetano, crônicas curtas diversas, a prosa do professor e escritor José Ramos Vitorino, homenagem à Mauricio Hoffman, os 10 anos da Pinacoteca, seção Moda de Outrora, a nova coluna chamada 'Curiosidade", Marianos em São Caetano e fotos históricas do Hospital São Caetano, tombado recentemente.
A revista será lançada no dia 05/07 (quinta-feira) às 19h30, no CISE Moacyr Rodrigues, situado à Rua Rafael Corrêa Sampaio, 600, no Bairro Santa Paula. A entrada é gratuita e os exemplares serão distribuídos gratuitamente ao público presente. Quem não conseguir comparecer ao lançamento, pode solicitar seu exemplar na sede administrativa da Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul, das 8h às 18h ( Avenida Dr. Augusto de Toledo, 255, Bairro Santa Paula) e no Museu Histórico Municipal, das 9h às 17hs ( Rua Maximiliano Lorenzini,122, Bairro Fundação), ambos os lugares de segunda à sexta.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Novidades Jurássicas - junho 2012



# Junho não teve nenhuma grande novidade ligada à velha turma, mas nem por isso foi menos movimentado. Só uma novidade ( veja na última nota) já valeu o mês.

# A caça às fotos perdidas da Turma do Ponto continua à todo vapor. Os últimos lances aconteceram nesta semana. Primeiro, resolvi ligar para o Carlão (irmão do Zequinha) que ainda mora em São Caetano com sua mãe (Dona Cida) pois passou pela minha cabeça que talvez a foto do Opala Tétanus com a turma possa estar esquecida em alguma caixa ou álbum, quem sabe? O Carlão não estava, mas a Dona Cida, que me atendeu, prometeu que vai dar uma vasculhada.

#Na sequência, aproveitei que estava nas proximidades do Asilo do Lions na Av.Kennedy e resolvi checar, mesmo na dúvida se o Fábio já havia feito isso. Pra quem não sabe da história, o nosso Fabinho, em suas mudanças de casa, acabou perdendo um grande material da época que incluía lembranças, fotos da turma e vinis (um tesouro!) que acabou sendo doado sem seu consentimento para o citado asilo. Não adentrei o recinto com muitas esperanças por saber que essa doação não era nada recente. Fui atendido com muita simpatia por uma senhora e logo depois pela madre superiora que também foi muito solícita. A notícia realmente não foi das melhores, mas não me tirou por completo a esperança: a instituição de caridade fica com roupas e objetos para o seu brechó, mas cartas, documentos e fotos acabam indo para a Pró-Memória de São Caetano. Então, a próxima etapa certamente será uma visita aos arquivos do Pro-Memória.

# Aliás, pra quem não sabe, o Pro-Memória fica sempre de portas abertas para qualquer cidadão que queira consultar o arquivo iconográfico da cidade. Inclusive lá tem muitas imagens sem identificação nenhuma e os historiadores até fazem campanha para que os moradores ou ex-moradores passem por lá justamente para ajudá-los nessa investigação de locais e nomes que ficam sem dados conclusivos para arquivamento. O arquivo fica no mesmo prédio da biblioteca municipal Paul Harris, ao lado do Teatro Santos Dumont, na Av. Goiás.

# Por fim, uma notícia inacreditável: quando liguei para a Dona Cida, soube de uma novidade daquelas: Carlos Alberto Pereira, ou Carlão para a Turma do Ponto ( e Gordo para quem o conhecia desde pequeno) vai se casar no mês que vem. É isso mesmo: um dos últimos solteirões da velha turma se amarrou. Fiquei tão passado com a notícia que nem perguntei mais detalhes. A única confirmação é que ele vai continuar em São Caetano.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Externato Santo Antônio

( o bom filho... ) Sim, gente. Estou voltando, devagar. O tratamento contra a Hepatite é, graças a Deus, um sucesso. Falta pouco pra acabar. E entre um Interferon e outro ( o remédio dá um bom bocado de reações ), aproveito para falar dessa fase muito festiva em escolas.

Ah, as Quermesses. Embora caindo no esquecimento, algumas delas ainda teimam em marcar território. Uma delas é a da Igreja de São João Batista, no Rudge Ramos. Mesmo não tendo quadrilha e ter um congestionamento de barracas, resiste.

Outra dessas quermesses que resistem ao tempo é a do Externato Santo Antônio, ocorrida no final de semana passado. Mas o progresso condena antigas tradições.

O relato que colo aqui é da Celina Araújo. Ele esteve no encontro de ex-alunos do ESA durante a Quermesse.

É de doer.

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Ficaram apenas o padre, os palhaços e a pizza



É, fazia 21 anos que eu saíra de lá, sem nunca mais ter visitado a parte interna do colégio onde estudei da 3ª à 8ª série, quando existia 1º grau. Educadores modernos, poupem-me de converter esse período para o sistema atual – mas vocês devem concluir que seria o equivalente aos 4os e 9os anos de hoje em dia.

Amigos leitores, também não vou tomar seu tempo descrevendo com pieguice o que a escola representa na história de vida da gente – todo mundo sabe que ela, os professores e os amigos de infância são marcantes na biografia de qualquer pessoa.

Assim como o portão principal da General Motors faz parte da paisagem da Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, SP, a fachada do Externato Santo Antônio (ESA), com suas letras pastilhadas em mosaico, também fazia. E há muito tempo eu passava por ali e via um pretencioso ar de modernidade naquelas letras sobrepostas, pinturas azul-turquesas e fotos de ex-alunos bem-sucedidos no vestibular.

Dos amigos que ainda moram em São Caetano, ouvia dizer que o ESA é reconhecidamente uma “escola forte”, que completava 80 anos de fundação sobrevivendo à feroz concorrência com a educação comercial moderna, mantendo-se como referência na cidade. Claro que, como ex-aluna, muito me orgulhava.

Celina Araújo e, ao fundo, o
ladrilho do Padre Luis Scrossoppi,
na parededo prédio do Ginásio


Como muita gente de trinta e poucos anos, reencontrei a turma de 1991 do ESA na internet, foi um grande prazer. Ano passado alguns deles foram à tradicionalíssima festa junina, postaram fotos e fiquei com uma inveja enorme deles terem abraçado a Irmã Liliana e saboreado a gordurosa pizza que transbordava mussarela pelos lados. Desta vez, quando o pessoal colocou o convite novamente no Facebook, não perdi tempo e me agendei para estar lá no dia 16 de junho, como sempre, no fim de semana seguinte ao dia de nosso patrono Santo Antônio.

Chegando lá, minha euforia era enorme, parecia até que estava embarcando nas tão aguardadas excursões para o Playcenter. A Ana Luisa, que me acompanhava, confessou ter ficado com vergonha quando eu abordava alguns pais e mães de alunos sem qualquer cerimônia, indagando de cara: “você estudou aqui, eu lembro!” Indescritível a emoção de voltar e identificar as referências do passado.

Neste ponto, fiquei desapontada. No pátio central, onde a festa junina é realizada, tudo mudou: nada de playground, bancos de madeira, nada de árvores, quase nada de plantas - afinal, tudo agora é coberto. Excelente poder usar a quadra externa nos dias de chuva, mas precisava cobrir o pátio todo? A ventilação ficou muito comprometida, a acústica causaria arrepios aos meus amigos da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (Pró-Acústica) e a unidade arquitetônica é um caso a ser denunciado ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Ex-alunos, vocês só reconheceriam ali os latões de lixo em formato de palhaço e a imagem azulejada do Padre Luis Scrosoppi, o fundador da Congregação das Irmãs da Providência. 

O 'palhaço', um dos inúmeros
lixos que havia no pátio do ESA

Aliás, administradores do ESA, segue aqui um pedido: nesse ímpeto de destruir uma edificação que permaneceu linda por tantas décadas e priorizar novas construções de gosto duvidoso, por favor, preservem as pinturas do padre e também aquela de Jesus com as criancinhas, na Rua Marechal Deodoro. Honestamente, sempre achei de um purismo chato aqueles arquitetos e historiadores que lutam pela preservação dos prédios, mas agora estou lamentando que eles não tenham atuado no ESA.
Claro que foi importante realizar obras de acessibilidade, renovar banheiros e bebedouros e criar espaços para atender a novas necessidades, como a recepção aos pais. Mas não posso me conter quando percebo que a fachada original foi totalmente descaracterizada sem qualquer benefício aparente, assim como aconteceu com o pátio central.

Uma fuga rápida para onde era
a 8ªC, classe da Celina. Eram 5
salas, e eu estudei na 8ªE
Educação moderna, na minha opinião, é muito mais do que construir prédios novos. Passa por proposta pedagógica inovadora, professores e funcionários atualizados e também estrutura física atualizada. Destruir mais uma parte da escola para construir um estacionamento vertical com vagas a serem alugadas para a iniciativa privada? Não, não acho que a educação moderna passe por aí. Se você também é saudosista e não entendeu esta última parte, explico: parece que a nossa antiga quadra coberta está sendo destruída para dar lugar ao tal estacionamento com quadra suspensa, localizados em uma das áreas mais valorizadas da cidade. 

Ah, está curioso para saber se a pizza feita pelas madres e comprada no recreio continua a mesma? Infelizmente, quase não se veem madres no Externato, ouvi dizer que elas agora são apenas meia-dúzia (literalmente seis) no total. E a pizza não é mais dobrada ao meio, a massa ficou grossa e a temperatura, muito fria. Acabei de conferir que Luiz Scrosoppi foi canonizado santo em 2001. São Luiz Scrosoppi, rogai pelo nosso ESA!

Celina Araujo é jornalista e ex-aluna do Externato Santo Antônio (ESA).



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Participei do Jubileu de Ouro do Externato Santo Antônio, sabe-se lá em que ano foi isso. Acho que em 1990, sei lá. Não havia sequer ainda nenhuma pista da reforma que o Externato sofreria.

Aliás, o que acontece no Externato hoje é exatamente a cara de São Caetano: especulação imobiliária, derrubamento de locais históricos ( como a construção de um shopping center caríssimo onde era parte da Indústria Matarazzo, no bairro Cerâmica ).

Fica aqui um convite. Sabe aquela pessoa da família que quem fotos de todos os parentes? Ligue para ela, leve um computador e um scanner e puxe tudo. Em breve, infelizmente ( não sei até que ponto ) a cidade de São Caetano do Sul tenderá a ser um grande Externato Santo Antônio sem madres.

E com pizzas feitas de ovo choco.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Corpus Christi: os bons tempos da Barcelona colorida e unida

No Face, o Léo leu e compartilhou. Logo em seguida também vi e aproveito para postar aqui. O nosso Paulo Sacheta deixou suas impressões saudosas sobre um tempo muito bom em que nossa 'Vila Barcelona' enfeitava-se toda neste mesmo feriado de Corpus Christi. Tempos em que moradores de todas as idades (8 a 80), ficavam o dia e a noite toda enfeitando sua rua com muita criatividade e muita serragem colorida. Pena que os tempos modernos não comportam mais essa comunhão artística. Deixo aqui uma imagem da época ( crédito: Pró-Memória SCS) e o pequeno mas grandioso texto do Sachetão.

"Hoje estava navegando um pouco como sempre, e me deparei com uma foto que me fez voltar uns 35 anos. Me lembrei que o dia de Corpus Christi era muito aguardado pois minha avó me levava para passear pelo bairro Barcelona para vermos os tapetes de serragem que eram produzidos madrugada adentro pelos moradores, onde os mesmos, reuniam-se em uma celebração de amizade com uma mistura de alegria.
São coisas que infelizmente não vemos mais, muitas vezes sequer conhecemos nosso vizinho, mal o cumprimentamos. Nosso filhos infelizmente não saberão ou conhecerão este trabalho tão lindo que nossa comunidade fazia.
Mesmo assim fica aqui marcado a minha lembrança da minha infância, e a todos que participaram direta ou indiretamente deste tempo que também possam reviver um pouco desta época. Estou colocando uma foto que infelizmente não é de São Caetano mas serve para exemplificar esta arte tão bonita".

* Sorry, Sacheta, mas como a foto que vc postou não era a do nosso bairro, troquei por esta abaixo. Com certeza vc vai gostar mais. Na imagem (sem data) vemos a Rua Alegre com o tapete característico pronto. Detalhe interessante na foto: a residência à direita da foto, onde se percebe duas pessoas encostadas no portão escuro é a casa dos irmãos Ricardo e Marcelo Mazuras, conhecidos de muitos aqui.





segunda-feira, 4 de junho de 2012

Exposição "28 de Julho - 60 anos": encontros emocionantes

"28 de Julho", no início dos anos 50
No sábado (2) rolou a exposição "28 de Julho - 60 anos", nas dependências do referido "grupo escolar" (era assim que a gente chamava escola...). A produção do evento impressionou e incluiu painéis grandes na parede,projeção de imagens, álbuns temáticos ( jogos escolares, formaturas, desfiles, etc) e até um cantinho exclusivo para tirar fotos, com a decoração copiando com exatidão aquelas cenas clássicas das décadas passadas, com o aluno posado, de diploma na mão e o globo terrestre e a estante completando o ambiente à volta. Outra sacada muito interessante da equipe do 28 ( sob a batuta da profª Shirley) foi a presença do cantineiro responsável pelo clássico lanche "chaparral" ( queijo, presunto e vinagrete no pão de forma na chapa). Este lanche existia na cidade mas no 28 surgiu um pouco depois das nossas turmas - a nossa época, como bem disse Vevé, era pão com molho, groselha com leite, coxinha de massa de batata, etc, copyright da família do Mauro Coxinha. E por falar em Vevé, mais uma vez a sua turma foi "presencial" e compareceu em peso: o próprio Arnaldo "Vevé", Marcão Tafner, Paulo Sacheta e depois, Sergio Magrelo e Waguinho. Outra turma sempre ponta firme foi a da Rose Fantinatti - compareceram Débora Clauss, Suzete e pelo menos mais três amigas de classe (reconheci pela fisionomia mas os nomes fugiram). Da minha turma, nem relance. Mas pudemos ver nos álbuns e nas paredes, alguns bons momentos daqueles anos e pessoas que fizeram parte de nosso cotidiano: Profª Cleide ( a minha primeira professora do primário), Profª Hermínia, Profª Lígia, Profª Izaíra, a diretora Noêmia, e muitos, muitos colegas, de classe e de outras classes: Rogério Engelmann (posado com a classe em foto de 1973), Valéria Barthmann ( recebendo diploma), a classe do Vevé já citada ( Gerson Penal, Ronaldo - irmão da Regiane, Sachetão, Tafner, Marcelo Mazuras, etc), Francisco Lammenda ( o nosso Fran), posado em vários fotos - afinal, ele passou por várias turmas vinteoitanas, entre outros. Tanto a minha turma (formada em 1982) como a da Rose/Debora Clauss (formada em 1983) não foram agraciadas na mostra com imagens gerais, mas confesso que não consegui visualizar todo o acervo presente. Alguns ficaram decepcionados, mas como a maioria do material exposto foi doado ou emprestado para o 28, não teve jeito de contornar essas lacunas - o arquivo oficial da escola mesmo, não tem um material histórico abrangente. O mais interessante é que muitos alunos pioneiros da escola sexagenária compareceram com material, fazendo com que a mostra viesse em sua maioria com fotos da primeira metade dos anos 50 ( um deles, estava lá com seu mini-álbum fotográfico do 28 na mão, datado de 1955). Conversando com a coordenadoria, fiquei sabendo que haverá outro evento no final do ano, e cogita-se até um desfile com uniformes antigos e mais documentos de alunos (quem sabe, lá, mostrarão minha carteirinha de 1975 que eu cedi para as comemorações). E fica a deixa para o pessoal da nossa época abrir suas gavetas, arquivos e porões e ceder imagens e documentos para que a escola possa ter um acervo maior.
No mais, uma manhã de sábado emocionante pra quem conseguiu ir e pôde não só presenciar tudo isso que eu descrevi acima, mas também - essa eu deixei pro fim - poder conversar novamente ao vivo, in loco, tete a tete, com mestres da nossa infância como Dona Mitie, Dona Neusa ( professora e depois diretora) e Dona Jane ( que continua igualzinha). Até já combinamos para o próximo Entupa chamar essas professoras/professores e juntá-los numa mesa só - já pensaram? podíamos até aproveitar o momento e passar uma prova pra eles. rs
(obs: as fotos abaixo foram tiradas pela Rose Fantinatti e a Debora Clauss. Até a semana, eu posto as da minha máquina).
Rose, Tafner, Profª Jane, Sachetão, Malu e Vevé

terça-feira, 29 de maio de 2012

Jota Erre (1965-2012)



Na sexta, 25, faleceu Jota Erre, um ícone do rock do ABC e posteriormente de São Paulo, 
que estava há muito tempo afastado da mídia ( pelo menos da nossa mídia paulista). 
Quem me trouxe a notícia foi o Rick Berlitz, meu grande companheiro de músicas e pautas, 
direto de Itatiba.
Antes da 89FM (a rádio rock, não essa atual), antes da Kiss, antes da Brasil 2000, 
existiu uma rádio que começou bem tímida (experimental pra ser mais exato), aqui pertinho 
de casa,com sede na Avenida Dom Pedro II (e posteriormente no prédio redondo da Rua Gilda
 com Av. Pereira Barreto, foto acima, onde permaneceu de 1983 a 1992), e que logo angariou vários 
ouvintes, não só do ABC, mas de várias partes da capital e da Grande São Paulo: a 97FM. Sem 
qualquer vínculo com gravadoras e nem com hit parades, a emissora começou a tocar desde 
clássicos do rock até bandas obscuras, que nunca tinham passado pelas ondas radiofônicas 
brasileiras, principalmente progressivas européias e americanas do hard rock setentista. 
O Rock Brasil também dava as caras na programação, caso de Golpe de Estado, Made in Brazil, 
Violeta de Outono, Mercenárias, 365, Grinders, Angra, Korzus, Sepultura, entre tantas outras. 
A voz principal desta inusitada e inédita programação era justamente a do Jota Erre, que amava 
o que fazia, se emocionava, e compunha a seleção do dia com alma e ouvido de fã.
A notícia que o Rick me mandou, originária da Folha de 28/05, veio por e-mail. 
Em poucas linhas fiquei sabendo que Edson Sant'anna Jr (seu nome verdadeiro) estava com alguns
 poucos anos a mais que eu, vivia longe, bem longe do ABC (Rondonópolis-MT), e ainda na vida de 
comunicador. Talvez não soubesse ou não tenha se dado conta que uma geração inteira do ABC, 
ávida por novidades, considerava sua pioneira presença no dial dos pré-globalizados anos 80, 
uma bússola abençoada direcionando seus tímpanos para a liberdade sonora.
A matéria, assinada por Ricardo Feltrin, abaixo, na íntegra:

Edson Sant'Anna Jr. (1965-2012) - O locutor símbolo da 1ª rádio rock
RICARDO FELTRIN
EDITOR DO F5
Edson Sant'Anna Jr. ainda estava no primeiro da faculdade de jornalismo na Metodista, em São Bernardo, 
mas já fazia bicos como locutor e garoto-propaganda, graças a uma bela e potente voz grave.
Fazia imitações de tantos locutores que, em uma de suas "exibições", acabou descoberto 
e levado para a 97FM, então sediada em Santo André e que se auto-intitulava "a primeira rádio rock" 
do país. Edson, ou Jota Erre, como ficou conhecido, acabou se tornando a principal voz da 97FM 
ainda na primeira metade dos anos 80. Acabou virando uma espécie de marca registrada do rock'n'roll e 
um ícone da região do ABC. A rádio lhe permitia fazer a própria programação e tocar o que bem entendesse. 
Jota gabava-se de ser o único locutor do país que tinha tocado no ar uma versão de "Moby Dick"
(Led Zeppelin) com direito ao solo completo de bateria de John Bonham.
Apaixonado por música, estudou, se tornou baixista e acabou integrando várias bandas 
nos anos 80 e 90, como a Planeta Central e Madame Terra. Após deixar a 97FM, seguiu 
para outras rádios, como a Brasil 2000, Mix, Transamérica e 89FM. No início dos anos 2000, 
trocou a paixão do rádio pela da TV.
Praticamente sozinho, estudou leis de radiodifusão e montou em Santo André a Eco TV, emissora 
comunitária de sinal fechado, que inspirou a criação de outras semelhantes país afora.
Jota Erre morreu na noite de sexta, em Rondonópolis (MT), onde tinha programa numa TV local, 
poucas horas antes de completar 47 anos. Foi vítima de um infarto fulminante. Deixa mãe, irmãs e dois filhos.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Novidades jurássicas do Malu (maio 2012)

Vou tentar pelo menos uma vez no mês colocar as novidades aqui - aquelas que têm a ver com a turma do Ponto & Amigos e com a região que nascemos e/ou nos criamos. Tasquei "Novidades Jurássicas" por pura diversão: são aquelas últimas informações pertinentes, para os "jovens" da turma, que podem até ter nascidos entre a década de 60 e 70 do século passado, mas que continuam mais jovens que muitos imberbes por aí.

## Seu João Massolini está bem melhor, andando com andador e já sem os pontos da cirurgia. A todos que mandaram energias positivas, doaram sangue e enviaram lembranças, meu muito obrigado.

## quem está de volta ao Brasil é o João Biarari, que ficou sequestrado pelas Farcs na Bolivia por uns quatro anos... brincadeirinha... o João voltou mesmo e não sei ao certo se era Bolivia ou Colombia... mas era a trabalho. Vamos ver se agora mais perto ele se comunica com a gente. Nesses anos, mesmo com internet ele ficou "incomunicável"

## e por falar em sumido, quem aqui acredita em assombração? eu acredito. Estava no Itaú da Taipas e eis que encontro de repente ele, em carne, osso e cara lavada: Edu Padreco. Ele está morando nos EUA mas vai ficar na Barcela até junho, + ou -. Quem estiver andando pela região, já sabem que podem tomar um susto. Quem quiser entrar em contato com o homem, liguem para o Magrão Tio Patinhas que ele tem o contato.

## E aquele encontro em Sampa, no final de abril, rolou? não teve nenhum comentário posterior.... nem mesmo do Vevé Duracell!!! contem pra gente (pode ser aqui nos comentários)... Pires? Chris? Vaguinho? Magrelo? Vânia? quem foi?


## Uma notícia triste desses dias na Barcelona foi a morte do irmão do Ricardo LaSelva, o Renato. Ele foi encontrado já sem vida em uma das casas da família na própria Rua Taipas. Se não me engano ele não tinha nem 40 anos. Meus sentimentos para a família Laselva.


## por último, não deixem de ler o post anterior sobre a exposição "28 de Julho - 60 anos". O evento rola no início de junho e é uma oportunidade única de rever os amigos, botar o papo em dia e de quebra procurar imagens e documentos dos anos 70 e 80 ( muitos, certamente, estarão nas fotos).

Abraços Jurássicos.

Exposição dos 60 anos do "28 de Julho"


Esse convite foi compartilhado no Face pela nossa Rose Fantinatti. Como minha filha estuda atualmente no 28, eu sabia que iria rolar esse evento e até colaborei com uma carteirinha minha de 1975 para a exposição, mas como não sabia dos detalhes e da data, esperei a hora certa pra divulgar. Lá na rede, o povo das antigas que estudou no velho e bom 28 (nós) já está agitando para se encontrar no tal evento. Promete...

sexta-feira, 30 de março de 2012

Entupas (2)

Continuando o show de imagens proporcionado pelas 4 edições do ENTUPA, segue uma belíssima sequência, postada já um tempo pela Rose Fontinatti na web. Aliás, a Rose não faltou em nenhum ENTUPA - bateu cartão em todos. As imagens que eu selecionei aqui são de 2009, 2010 e 2011:
2010
2010


2010 

2010
2010
2009

2009 

2009
2009

2009 
2009
2009
2009 

2009
2009
2009

2009
2009

2011
2011
2011
2011
2011
2011
2011
2011
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2011
2011
2011