terça-feira, 29 de maio de 2012

Jota Erre (1965-2012)



Na sexta, 25, faleceu Jota Erre, um ícone do rock do ABC e posteriormente de São Paulo, 
que estava há muito tempo afastado da mídia ( pelo menos da nossa mídia paulista). 
Quem me trouxe a notícia foi o Rick Berlitz, meu grande companheiro de músicas e pautas, 
direto de Itatiba.
Antes da 89FM (a rádio rock, não essa atual), antes da Kiss, antes da Brasil 2000, 
existiu uma rádio que começou bem tímida (experimental pra ser mais exato), aqui pertinho 
de casa,com sede na Avenida Dom Pedro II (e posteriormente no prédio redondo da Rua Gilda
 com Av. Pereira Barreto, foto acima, onde permaneceu de 1983 a 1992), e que logo angariou vários 
ouvintes, não só do ABC, mas de várias partes da capital e da Grande São Paulo: a 97FM. Sem 
qualquer vínculo com gravadoras e nem com hit parades, a emissora começou a tocar desde 
clássicos do rock até bandas obscuras, que nunca tinham passado pelas ondas radiofônicas 
brasileiras, principalmente progressivas européias e americanas do hard rock setentista. 
O Rock Brasil também dava as caras na programação, caso de Golpe de Estado, Made in Brazil, 
Violeta de Outono, Mercenárias, 365, Grinders, Angra, Korzus, Sepultura, entre tantas outras. 
A voz principal desta inusitada e inédita programação era justamente a do Jota Erre, que amava 
o que fazia, se emocionava, e compunha a seleção do dia com alma e ouvido de fã.
A notícia que o Rick me mandou, originária da Folha de 28/05, veio por e-mail. 
Em poucas linhas fiquei sabendo que Edson Sant'anna Jr (seu nome verdadeiro) estava com alguns
 poucos anos a mais que eu, vivia longe, bem longe do ABC (Rondonópolis-MT), e ainda na vida de 
comunicador. Talvez não soubesse ou não tenha se dado conta que uma geração inteira do ABC, 
ávida por novidades, considerava sua pioneira presença no dial dos pré-globalizados anos 80, 
uma bússola abençoada direcionando seus tímpanos para a liberdade sonora.
A matéria, assinada por Ricardo Feltrin, abaixo, na íntegra:

Edson Sant'Anna Jr. (1965-2012) - O locutor símbolo da 1ª rádio rock
RICARDO FELTRIN
EDITOR DO F5
Edson Sant'Anna Jr. ainda estava no primeiro da faculdade de jornalismo na Metodista, em São Bernardo, 
mas já fazia bicos como locutor e garoto-propaganda, graças a uma bela e potente voz grave.
Fazia imitações de tantos locutores que, em uma de suas "exibições", acabou descoberto 
e levado para a 97FM, então sediada em Santo André e que se auto-intitulava "a primeira rádio rock" 
do país. Edson, ou Jota Erre, como ficou conhecido, acabou se tornando a principal voz da 97FM 
ainda na primeira metade dos anos 80. Acabou virando uma espécie de marca registrada do rock'n'roll e 
um ícone da região do ABC. A rádio lhe permitia fazer a própria programação e tocar o que bem entendesse. 
Jota gabava-se de ser o único locutor do país que tinha tocado no ar uma versão de "Moby Dick"
(Led Zeppelin) com direito ao solo completo de bateria de John Bonham.
Apaixonado por música, estudou, se tornou baixista e acabou integrando várias bandas 
nos anos 80 e 90, como a Planeta Central e Madame Terra. Após deixar a 97FM, seguiu 
para outras rádios, como a Brasil 2000, Mix, Transamérica e 89FM. No início dos anos 2000, 
trocou a paixão do rádio pela da TV.
Praticamente sozinho, estudou leis de radiodifusão e montou em Santo André a Eco TV, emissora 
comunitária de sinal fechado, que inspirou a criação de outras semelhantes país afora.
Jota Erre morreu na noite de sexta, em Rondonópolis (MT), onde tinha programa numa TV local, 
poucas horas antes de completar 47 anos. Foi vítima de um infarto fulminante. Deixa mãe, irmãs e dois filhos.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Novidades jurássicas do Malu (maio 2012)

Vou tentar pelo menos uma vez no mês colocar as novidades aqui - aquelas que têm a ver com a turma do Ponto & Amigos e com a região que nascemos e/ou nos criamos. Tasquei "Novidades Jurássicas" por pura diversão: são aquelas últimas informações pertinentes, para os "jovens" da turma, que podem até ter nascidos entre a década de 60 e 70 do século passado, mas que continuam mais jovens que muitos imberbes por aí.

## Seu João Massolini está bem melhor, andando com andador e já sem os pontos da cirurgia. A todos que mandaram energias positivas, doaram sangue e enviaram lembranças, meu muito obrigado.

## quem está de volta ao Brasil é o João Biarari, que ficou sequestrado pelas Farcs na Bolivia por uns quatro anos... brincadeirinha... o João voltou mesmo e não sei ao certo se era Bolivia ou Colombia... mas era a trabalho. Vamos ver se agora mais perto ele se comunica com a gente. Nesses anos, mesmo com internet ele ficou "incomunicável"

## e por falar em sumido, quem aqui acredita em assombração? eu acredito. Estava no Itaú da Taipas e eis que encontro de repente ele, em carne, osso e cara lavada: Edu Padreco. Ele está morando nos EUA mas vai ficar na Barcela até junho, + ou -. Quem estiver andando pela região, já sabem que podem tomar um susto. Quem quiser entrar em contato com o homem, liguem para o Magrão Tio Patinhas que ele tem o contato.

## E aquele encontro em Sampa, no final de abril, rolou? não teve nenhum comentário posterior.... nem mesmo do Vevé Duracell!!! contem pra gente (pode ser aqui nos comentários)... Pires? Chris? Vaguinho? Magrelo? Vânia? quem foi?


## Uma notícia triste desses dias na Barcelona foi a morte do irmão do Ricardo LaSelva, o Renato. Ele foi encontrado já sem vida em uma das casas da família na própria Rua Taipas. Se não me engano ele não tinha nem 40 anos. Meus sentimentos para a família Laselva.


## por último, não deixem de ler o post anterior sobre a exposição "28 de Julho - 60 anos". O evento rola no início de junho e é uma oportunidade única de rever os amigos, botar o papo em dia e de quebra procurar imagens e documentos dos anos 70 e 80 ( muitos, certamente, estarão nas fotos).

Abraços Jurássicos.

Exposição dos 60 anos do "28 de Julho"


Esse convite foi compartilhado no Face pela nossa Rose Fantinatti. Como minha filha estuda atualmente no 28, eu sabia que iria rolar esse evento e até colaborei com uma carteirinha minha de 1975 para a exposição, mas como não sabia dos detalhes e da data, esperei a hora certa pra divulgar. Lá na rede, o povo das antigas que estudou no velho e bom 28 (nós) já está agitando para se encontrar no tal evento. Promete...